sexta-feira, 12 de março de 2010

Morte

Medo não tem, nem esperança,
Um animal a agonizar:
Aguarda um homem o seu fim,
Tudo a temer, tudo a esperar;
Já muitas vezes morreu ele,
As muitas vezes retornando.
Em seu orgulho, um grande homem,
Homens que matam enfrentando,
Sobre a substituição da vida
Atira um menosprezo forte;
Sabe ele a morte até os ossos
- Foi o homem quem criou a morte.

(Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos)

    W. B. Yeats

Original em Inglês:

Death

Nor dread nor hope attend
A dying animal;
A man awaits his end
Dreading and hoping all;
Many times he died,
Many times rose again.
A great man in his pride
Confronting murderous men
Casts derision upon
Supersession of breath;
He knows death to the bone -
Man has created death.



5 comentários:

Kitsune disse...

Olá. Tenho um "Selo Encantado" para você. Dê uma passada em http://somente-pra-voce-l.blogspot.com/
Abraço.

Lucia M. Ghaendt-Möezbert disse...

Seu blog é muito bom, boa escolha de texto. A morte é perceber que o fim chega, de fato. A morte é o temor que temos dela e, por isso, deixamos de viver.

Ana de Baskerville disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Corina Sepeda disse...

Yeats forever. Ótimo blog Tayná!! Saudades <3

Nina Rizzi disse...

Gosto mais desta tradução:

MORTE

Nem temor nem esperança assistem
Ao animal agonizante;
O homem que seu fim aguarda
Tudo teme e espera;
Muitas vezes morreu,
Muitas vezes de novo se ergueu.

Um grande homem em sua altivez
Ao enfrentar assassinos
Com desdém julga
A falta de alento;
Ele conhece a morte até ao fundo —
O homem criou a morte.

(tradução: José Agostinho Baptista)

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